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REFLEXÃO…

                                 Crystalzinho

            Um diamante é um pedaço de carvão que passou por pressões extremas!...

Infelizmente, a maioria das pessoas se contentam em viver rastejando, quando deveriam estar voando! (...)

O publicitário Nizan Guanaes diz que, “no mundo existem os que choram e os que vendem lenços; eu vendo lenços”, ele acrescenta.

Dentro do conceito de psicologia, podemos dizer que os que choram são aqueles que, por alguma razão (rejeição, autopiedade, condicionamento psicológico provocado por traumas do passado, etc.)

Não aprenderam a lidar satisfatoriamente com as suas emoções nem com as circunstâncias adversas.

Por sua vez, os que vendem lenços são os que obtiveram alto índice de aprendizado no enfrentamento das adversidades, sabendo muito bem desenvolver sua inteligência emocional, de modo que, agora, podem também auxiliar psicologicamente aqueles que ainda precisam o mais depressa possível aprimorar-se na arte de viver.

Tenho dito em algumas de minhas palestras que cada ser humano, de modo figurado, recebeu da própria vida um limão.

Há quem, efetivamente, se sente obrigado a digeri-lo por inteiro, do jeito como foi tirado do limoeiro.

Além de beber o sumo, um tanto amargo ou azedo, também acaba mastigando a casca, o bagaço e os caroços, fazenda da vida um caos existencial.

Pessoas assim, que não sabem gerenciar convenientemente suas emoções, possuem um “Eu” passivo e, por este motivo, acabam abrindo mão de seus sonhos e aceitando a infelicidade como destino, pois encaram a vida como um peso insuportável demais para ser carregado.

A vida, no entanto, não foi dada ao ser humano para que fosse um fardo insuportável, mas um espetáculo imperdível, um banquete contínuo de alegria, a despeito das circunstâncias adversas.

Ele precisa aprender a resgatar a liderança do “Eu”.

E, uma vez feito isto, deve submetê-la automaticamente a Cristo, rejeitado a passividade para mudar seu jeito de ser e pensar.

Igualmente, precisa batalhar em favor da própria vida, do amor, da esperança, da felicidade sem nunca desistir de lutar.

Infelizmente, porém, muitos não têm tido maturidade suficiente para transformar seu lamento em dança, suas tristes experiências do passado em marcos de crescimento no presente.

Não aprenderam a celebrar a vida, e nem aprenderam a transformar, limão em limonada.

A liberdade de escolha é tanto um dom como uma conquista.

Urge que nos demos conta de que vivemos uma vez só, de que o banquete da vida não se repete.

A maior infelicidade consiste em sentir que o tempo passa sem que o tenhamos vivido positivamente e que a morte não pode surpreender-nos sem que tenhamos vivido...

Ao invés de chuparmos o limão que a vida nos deu, que tal o abrirmos ao meio, colocarmos no liquidificador e separarmos apenas os caroços.

Feito isso, é só adicionarmos água, açúcar ou adoçante, e nos deliciarmos com uma saborosa limonada suíça, com direito a pedrinhas de gelo e canudinho...

(Alex Cardoso, autor do livro “Seja feliz em um mundo infeliz”)

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